Eu li, eu li, eu li! Resenha Literária: Tocando A Distância – Ian Curtis e Joy Division.

Se você gosta de ler sobre personalidades influentes ou apenas sobre a indústria musical em si, você vai curtir muito este livro. Mas, se você, assim como eu, além de tudo, é fã do Joy Divisionvai simplesmente pirar em Tocando A Distância!

O livro relata a vida do líder da banda, Ian Curtis, da sua infância, até o momento do seu suicídio, em 18 de Maio de 1980, sendo narrado por sua esposa Deborah Curtis. Não contém muitas informações sobre a infância, é apenas um relato básico, para entendermos que a personalidade forte de Ian o acompanha desde esta época, e não tem muita relação com o “show business” ou com um personagem criado para o público. Já o período da adolescência é bem mais detalhado – pois foi quando Deborah conheceu Ian -, assim como a trajetória da banda.

Descrição

A curta, genial e trágica trajetória de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, faz parte daquelas grandes histórias do rock’n’roll. Viveu rápido, morreu jovem e virou mito.

Tocando a distância é o relato íntimo, aprofundado e fiel das duas personas do cantor, o mito e o homem, escrito pela única pessoa qualificada para essa missão: a sua viúva Deborah Curtis.

Reverenciado por seus colegas (“a voz sagrada de Ian Curtis”, disse certa vez Bono Vox, do U2) e idolatrado por seus fãs, Ian Curtis deixou um legado artístico formidável. Hipnotizante em cima do palco, mas introvertido e propenso a variações de humor na vida particular, Ian cometeu suicídio em 18 de maio de 1980.

Essa biografia mostra como Ian Curtis foi seduzido pela glória de uma morte prematura, mesmo com esposa, filha e o iminente sucesso internacional. Considerado o livro essencial sobre esse ícone da era pós-punk, o volume traz prefácios escritos por grandes nomes do jornalismo musical: o inglês Jon Savage e o brasileiro Kid Vinil. O premiado filme Control, de Anton Corbijn, foi baseado nesse livro. A obra ainda inclui todas as letras (algumas inéditas), escritos inacabados, fotos do arquivo pessoal de Deborah Curtis, discografia e a lista de shows do Joy Division.




A primeira parte do livro (verif. quantidade de páginas) é a biografia , narrada por Deborah Curtis. Já a segunda parte, possui algumas fotos, discografia, as letras das músicas e escritos diversos de Ian Curtis.

O que mais gostei é que possui algumas letras originais, e não a versão final, gravada pela banda. Logo de cara, temos a letra de Love Will Tear Us Apart – com a caligrafia de Ian -, “hit” do Joy Division e, devo admitir, uma das letras mais lindas que já tive o prazer de ler. Alguns fãs da banda dizem não curtir esta música, por ter se tornado uma espécie de “modinha”, mas eu não me importo com isso, e acho um pensamento bem banal, pra dizer a verdade. Essa música é incrível!

Naturalmente, o livro inteiro é o ponto de vista da Debbie. Tem ciúmes? Sim. Tem “draminhas” e brigas de casal? Claro! Mas, foi exatamente por isso que gostei tanto do livro. É a intimidade do casal e d banda – mais do casal – exposta em um livro. Não de forma vulgar, mas com um amor e admiração tão intensos, que você consegue sentir.
As páginas nos levam à cada momento da vida de Ian, para tentarmos entender o que ele sentia, e o que o levou à cometer suicídio. Honestamente, tive a impressão de que Debbie escreveu estas palavras não apenas para nós, mas também para que ela tentasse entender a batalha de sentimentos enfrentada por Ian. Os 3 últimos capítulos são os relatos mais tristes que já li, e ao mesmo tempo, os mais belos.

O último capítulo, sobre o mês de Maio de 1980 é extremamente forte e emocionante. Eu precisei de uma pausa de 20 minutinhos antes de finalizar a leitura, pois me emocionei a ponto de virar algo físico: minha garganta travou, sentia um aperto terrível no peito, e tive um pouco de tontura.


Este livro foi a base para o filme Control (2007) – que é ótimo, por sinal -, porém, bem mais rico em detalhes, claro. Inclusive, achei que o roteiro distorceu um pouco algumas situações, mas, não podemos esperar que uma adaptação seja realizada ao pé da letra. Porém, verdade seja dita, Sam Riley simplesmente arrebentou como Ian Curtis, não apenas na aparência, mas a interpretação foi absolutamente incrível! Assim como Joe Anderson, como Peter Hook! Mas, isso é assunto pra outra resenha =P

Em resumo, é uma leitura incrível e emocionante. Recomendo à todos que tiverem a oportunidade!

E vocês, alguém aí já leu a biografia, ou curte Joy Division? 😉

Smaaack ♥

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